Nota CRO

O Conselho Regional de Odontologia de Roraima (CRO/RR), considerando as recomendações da Prefeitura de Boa Vista, divulgadas em 26/01/2021, para prevenir a propagação do coronavírus (COVID-19), comunica que a partir de 01/02/2021, o CRO/RR fará expediente interno, sendo utilizados como ferramentas de contato os meios de comunicação: WhatsApp, E-mail, telefone fixo e o serviço online disponível no site do CRO.

Os atendimentos externos serão realizados mediante agendamento prévio para evitar aglomeração nas dependências da sede do Conselho.

As medidas previstas nesse comunicado terão prazo de 15 dias e serão revistas sempre que necessário.

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No local haviam pessoas trabalhando sem registro profissional no Conselho de Odontologia. Atendimentos eram realizados fora do exigido pela lei contra a COVID19. A atuação foi flagrada em visita de fiscalização de rotina.

Na manhã desta terça-feira, 27, houve diligência de fiscalização em conjunto entre CRO e Vigilância Sanitária, numa clínica no centro da cidade. Foram encontradas diversas irregularidades como a utilização de produtos vencidos, atendimento sem o alvará sanitário - necessário para funcionamento -, profissionais sem registro no Conselho Regional de Odontologia de Roraima (CRO/RR) e sem comprovação de habilitação técnica, além de possível atuação ilegal da odontologia.

A clínica sofreu interdição pela Vigilância Sanitária Municipal até que todas as irregularidades sejam sanadas e os profissionais encontrados em atuação ilegal ou irregular foram conduzidos à Delegacia de Polícia para a responsabilização penal.

A cirurgiã-dentista, também presidente do CRO/RR, Ananda Praxedes, alerta para o perigo em procurar clínicas não habilitadas. “Fica o alerta à população para que sempre se informe e procure locais com profissionais responsáveis e habilitados tecnicamente para realização de tratamentos odontológicos. O Conselho além da fiscalização também atua na parte social de informar a população a respeito dos profissionais que estão realmente habilitados para atuar de forma segura na odontologia”, disse.

Ananda orientou que qualquer pessoa pode procurar o Conselho caso tenha dúvidas oriundas de atuação da clínica ou profissionais e, se for o caso, entrar com denúncia anônima para saber se o profissional que ela buscou possui habilitação técnica ou conhecimento científico para aplicar qualquer procedimento odontológico.

“Vale lembrar que qualquer tratamento precisa ser realizado por profissionais da odontologia habilitados e inscritos no Conselho de Odontologia, garantindo assim que todos os protocolos de biossegurança sejam respeitados, evitando-se colocar a saúde da população em risco”, ressaltou.

Denúncias - O serviço de fiscalização do CRO/RR ocorre de forma contínua. Para registrar denúncia, basta ligar 3623- 0281 ou ir à sede no endereço Rua Souza Júnior, 39 - São Francisco, das 8h às 14h, segunda a sexta.

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Dor de dente, gengivite, até o simples mau hálito ou falta de cuidados com próteses, são só algumas das dores de cabeça que podem surgir caso os cuidados com a saúde bucal sejam deixados de lado.

Os problemas relacionados à boca aumentaram, mesmo com número adequado de profissionais de odontologia, segundo mostra a pesquisa da CWUR (Center for World University Rankings), o Brasil ainda enfrenta dificuldades com a maioria da população que não visita o dentista regularmente, isso por não ter a cultura preventiva ou até mesmo por nunca ter pisado num consultório odontológico.

Conforme o Conselho Federal de Odontologia (CFO), nas Regiões Norte e Nordeste os índices são maiores, cerca de 65,6% e 62,5% da população, respectivamente, não vai ao dentista todo ano.  Em Roraima, segundo o Conselho Regional de Odontologia (CRO/RR), o problema não está relacionado a falta de profissionais, pois o número que se forma e vai para o mercado é mais que suficiente. 

No cadastro do Conselho constam até agora (agosto) 2.798 profissionais entre cirurgiões-dentistas, técnicos ou pessoas jurídicas inscritas. Um levantamento mostra que em 2018 o CRO/RR recebeu 60 novos profissionais inscritos. No ano seguinte o número saltou para 74. Já em 2020, até agosto, foram contabilizados 64 novos cirurgiões-dentistas. Esses números se referem aos profissionais formados em Roraima ou advindos de outras localidades. 

A presidente do CRO/RR, Ananda Praxedes, confirmou que o número atende à população. “Nossos registros nos mostram que há dentistas preparados para atender a demanda roraimense. Podemos citar, por exemplo, que em plena pandemia o atendimento foi feito com todo o cuidado estabelecido pelas instituições sanitárias, mas mesmo com esses cuidados o que se percebe é que a maioria não tem o hábito de procurar os consultórios preventivamente. O paciente só procura o profissional quando o caso se agrava, o que é ruim não só por uma questão de estética, mas pela a saúde”, alertou Ananda.

Novos profissionais no mercado – Na única faculdade de odontologia de Boa Vista, o coordenador do curso, Marcos Botelho Salomão, confirmou que desde 2006 - quando se instalou a primeira turma - até hoje, se formaram cerca de 700 alunos. De acordo com o coordenador a primeira turma de profissionais foi para o mercado de trabalho em 2010. Hoje a média é de 35 profissionais por semestre. A evasão fica em torno de 40%. Segundo Salomão, o abandono do curso hoje se deve à pandemia.

“Tivemos o abandono de acadêmicos, mas por causa do momento que estamos vivenciando. Temos boa média de profissionais lançados no mercado. Quanto a não procura por tratamento em Roraima calculo que deva estar entre 70% e 75%, pois não há o hábito de procurar e quando procuram já chegam com caso, por exemplo, de extração de dentes ou raízes; ou mesmo de tratamento direto das lesões, doenças da polpa e da raiz do dente”, explicou Salomão.

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Em Roraima diversas clínicas estão em regime de plantação e seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para atender pacientes.

Na crise da Covid-19 as pessoas do grupo de risco precisam ficar atentos quanto a saúde da boca, uma vez que ela faz parte da entrada de contaminação do vírus. Diabéticos por estarem mais em casa devem vigiar quanto o que comem e, ainda,  manter os hábitos saudáveis de higiene. Isso porque, segundo o Conselho Regional de Odontologia de Roraima (CRO/RR), a diabetes afeta o corpo inteiro, incluindo dentes e gengivas.