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No local haviam pessoas trabalhando sem registro profissional no Conselho de Odontologia. Atendimentos eram realizados fora do exigido pela lei contra a COVID19. A atuação foi flagrada em visita de fiscalização de rotina.

Na manhã desta terça-feira, 27, houve diligência de fiscalização em conjunto entre CRO e Vigilância Sanitária, numa clínica no centro da cidade. Foram encontradas diversas irregularidades como a utilização de produtos vencidos, atendimento sem o alvará sanitário - necessário para funcionamento -, profissionais sem registro no Conselho Regional de Odontologia de Roraima (CRO/RR) e sem comprovação de habilitação técnica, além de possível atuação ilegal da odontologia.

A clínica sofreu interdição pela Vigilância Sanitária Municipal até que todas as irregularidades sejam sanadas e os profissionais encontrados em atuação ilegal ou irregular foram conduzidos à Delegacia de Polícia para a responsabilização penal.

A cirurgiã-dentista, também presidente do CRO/RR, Ananda Praxedes, alerta para o perigo em procurar clínicas não habilitadas. “Fica o alerta à população para que sempre se informe e procure locais com profissionais responsáveis e habilitados tecnicamente para realização de tratamentos odontológicos. O Conselho além da fiscalização também atua na parte social de informar a população a respeito dos profissionais que estão realmente habilitados para atuar de forma segura na odontologia”, disse.

Ananda orientou que qualquer pessoa pode procurar o Conselho caso tenha dúvidas oriundas de atuação da clínica ou profissionais e, se for o caso, entrar com denúncia anônima para saber se o profissional que ela buscou possui habilitação técnica ou conhecimento científico para aplicar qualquer procedimento odontológico.

“Vale lembrar que qualquer tratamento precisa ser realizado por profissionais da odontologia habilitados e inscritos no Conselho de Odontologia, garantindo assim que todos os protocolos de biossegurança sejam respeitados, evitando-se colocar a saúde da população em risco”, ressaltou.

Denúncias - O serviço de fiscalização do CRO/RR ocorre de forma contínua. Para registrar denúncia, basta ligar 3623- 0281 ou ir à sede no endereço Rua Souza Júnior, 39 - São Francisco, das 8h às 14h, segunda a sexta.

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Dor de dente, gengivite, até o simples mau hálito ou falta de cuidados com próteses, são só algumas das dores de cabeça que podem surgir caso os cuidados com a saúde bucal sejam deixados de lado.

Os problemas relacionados à boca aumentaram, mesmo com número adequado de profissionais de odontologia, segundo mostra a pesquisa da CWUR (Center for World University Rankings), o Brasil ainda enfrenta dificuldades com a maioria da população que não visita o dentista regularmente, isso por não ter a cultura preventiva ou até mesmo por nunca ter pisado num consultório odontológico.

Conforme o Conselho Federal de Odontologia (CFO), nas Regiões Norte e Nordeste os índices são maiores, cerca de 65,6% e 62,5% da população, respectivamente, não vai ao dentista todo ano.  Em Roraima, segundo o Conselho Regional de Odontologia (CRO/RR), o problema não está relacionado a falta de profissionais, pois o número que se forma e vai para o mercado é mais que suficiente. 

No cadastro do Conselho constam até agora (agosto) 2.798 profissionais entre cirurgiões-dentistas, técnicos ou pessoas jurídicas inscritas. Um levantamento mostra que em 2018 o CRO/RR recebeu 60 novos profissionais inscritos. No ano seguinte o número saltou para 74. Já em 2020, até agosto, foram contabilizados 64 novos cirurgiões-dentistas. Esses números se referem aos profissionais formados em Roraima ou advindos de outras localidades. 

A presidente do CRO/RR, Ananda Praxedes, confirmou que o número atende à população. “Nossos registros nos mostram que há dentistas preparados para atender a demanda roraimense. Podemos citar, por exemplo, que em plena pandemia o atendimento foi feito com todo o cuidado estabelecido pelas instituições sanitárias, mas mesmo com esses cuidados o que se percebe é que a maioria não tem o hábito de procurar os consultórios preventivamente. O paciente só procura o profissional quando o caso se agrava, o que é ruim não só por uma questão de estética, mas pela a saúde”, alertou Ananda.

Novos profissionais no mercado – Na única faculdade de odontologia de Boa Vista, o coordenador do curso, Marcos Botelho Salomão, confirmou que desde 2006 - quando se instalou a primeira turma - até hoje, se formaram cerca de 700 alunos. De acordo com o coordenador a primeira turma de profissionais foi para o mercado de trabalho em 2010. Hoje a média é de 35 profissionais por semestre. A evasão fica em torno de 40%. Segundo Salomão, o abandono do curso hoje se deve à pandemia.

“Tivemos o abandono de acadêmicos, mas por causa do momento que estamos vivenciando. Temos boa média de profissionais lançados no mercado. Quanto a não procura por tratamento em Roraima calculo que deva estar entre 70% e 75%, pois não há o hábito de procurar e quando procuram já chegam com caso, por exemplo, de extração de dentes ou raízes; ou mesmo de tratamento direto das lesões, doenças da polpa e da raiz do dente”, explicou Salomão.

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Em Roraima diversas clínicas estão em regime de plantação e seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para atender pacientes.

Na crise da Covid-19 as pessoas do grupo de risco precisam ficar atentos quanto a saúde da boca, uma vez que ela faz parte da entrada de contaminação do vírus. Diabéticos por estarem mais em casa devem vigiar quanto o que comem e, ainda,  manter os hábitos saudáveis de higiene. Isso porque, segundo o Conselho Regional de Odontologia de Roraima (CRO/RR), a diabetes afeta o corpo inteiro, incluindo dentes e gengivas.

pacaraimaA realização do Fórum Nacional de Fiscalização do Exercício Profissional, realizado pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), em Brasília, representa o início da construção do modelo de fiscalização para todos os Conselhos Regionais, com critérios obrigatórios com organização, normatização, tecnologia e gestão pública. Nesse sentido, entre os estados que receberam o prêmio de Saúde Bucal, está Roraima que tirou em 2º lugar na categoria até 20 mil habitantes.